Jogos do Prazer, diferentemente do livro anterior da série Os Rothwells, o livro tem uma história mais madura, demonstrando as dificuldades passadas por seus protagonistas.

                Roselyn Longworth vive na miséria. Depois de todo escândalo protagonizado por seus irmãos mais velhos, Roselyn se vê vivendo no interior, em uma casa quase sem mobília, sem comida, sem vestimentas adequadas e sem expectativas de vida. É nesse cenário que Roselyn acaba acreditando nas promessas de amor de um visconde (que, diga-se de passagem, pensou que pudesse compra-la e fazer o que vem entendia). Entretanto, ao não corresponder cega e totalmente as expectativas e desejos do visconde, ele acaba leiloando Roselyn em uma de suas “festinhas” (que na verdade era uma vadiagem sem tamanho).
                É no leilão de Roselyn que conhecemos Kyle, um rapaz de origem simples, mas que conseguiu dar a volta por cima e se transformou em um engenheiro muito habilidoso e famoso. Ele acaba comprando Roselyn, e diferentemente do que ela pensa, Kyle a deixa livre. Porém, os dois já dividem um sentimento muito forte e não conseguem ficar longe um do outro.
                Diferente dos protagonistas anteriores, Roselyn e Kyle são extremamente maduros. Kyle sabe muito bem o que é enfrentar uma vida de dificuldades, ele é realista, forte e extremamente generoso e gentil. Ele mostra a Roselyn que ela pode ser amada e ensina a ela como é esse sentimento.
Já Roselyn também se mostra completamente diferente do que nos é apresentado no primeiro livro da série, quando conhecemos Alexia. Ela está disposta a arcar com as consequências de seus atos e não abaixa a cabeça diante do desgosto da sociedade. Ela é decidida, forte e apaixonada. Vê-se que ela é capaz de tudo, inclusive de passar por cima de sua felicidade para salvar aqueles que ama.
A narrativa da autora também está diferente do livro anterior, o livro anterior teve um aspecto mais forçado, deixando a narrativa pouco fluída. Neste livro, porém, a autora fez com que realmente acontecesse uma química entre os personagens, a relação de ambos é fácil de imaginar, foi algo que aconteceu naturalmente, sem esforço, apesar de ser cheia de intriguinhas. As cenas mais explícitas também acontecem de forma natural e a maneira como o amor e a cumplicidade que nasce nesse relacionamento são construídas de maneira muito natural. Em suma, a narrativa está no mínimo umas dez vezes melhor do que no livro anterior.
Bom, é isso! Vocês também já leram?? O que acharam?
Espero que tenham gostado e até a próxima!
A veroneira





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