Não é segredo para ninguém que Carina Rissi é uma das minhas autoras favoritas. Sabendo disso, é obvio que eu leria tudo o que ela escreve. De várias formas Procura-se um Marido não deixa a desejar, trazendo uma história divertida e com personagens palpáveis que se fazem impossíveis não serem amados.

Alicia é uma moça que sempre teve tudo, menos os pais. Alicia foi criada por seu avô, o vô Narciso e nunca teve que trabalhar (a sério), seguir horários ou mesmo seguir regras rigorosas. A menina já viajou o mundo e aprontou poucas e boas em vários lugares, chegando até mesmo a ser presa. Todas as vezes quem resolveu foi vô Narciso, porém, vô Narciso acaba por falecer e exclui Alicia de seu testamento.

     Claro que Alicia não foi excluída totalmente, mas julgando que a menina não teria responsabilidade para cuidar de uma empresa gigante, vô Narciso estipulou que a fortuna só iria para as mãos de Alicia se ela se ajeitasse na vida, trabalhasse para merecer o que tem E arrumasse um marido. 
                Alicia é capaz de passar por cima de tudo, mas a escolha de um marido parece ser uma afronta a alguém que não queria nem esperava se casar tão cedo. Como alternativa, Alicia coloca um anúncio no jornal, procurando um marido de aluguel. Após várias entrevistas, ela se encontra com Maximus (o nome combina completamente), ou como é conhecido na empresa, Max.
                Max também vê portas se abrindo ao se casar, visto que está diante de uma grande promoção. Entretanto, o que Max e Alicia não esperavam é que toda aversão que sentem um pelo outro na verdade tem um nome MUITO diferente e embarcam em uma aventura para desvendar não só esse, mas vários mistérios.
                Uma coisa que gosto muito nos livros da Carina é que a narrativa não só é cativante, mas também é sensível. A autora retrata muito bem o sentimento de amor, carinho e dedicação que Alicia e vô Narciso tem, e digo tem porque vô Narciso mesmo falecido, se faz muito presente na vida de Alicia. Ele não só aparece em alguns momentos, mas também deixa cartas e bilhetes para Alicia ler em cada grande passo dado. Dessa forma, a morte de vô Narciso não é sua ausência, mas sim uma intensificação de tudo o que ele representa na vida de Alicia.
                A escrita da autora também é muito suave e real, os personagens se metem em uma enrascada atrás da outra, são impulsivos, choram e riem, e a gente lê e sente junto. Chorei com a morte do vô Narciso, chorei quando Alicia chorou, ri quando ela riu e dei vários suspiros quando Max aparecia com toda sua atenção, carinho e companheirismo que ele demonstrou muito antes dos dois estarem apaixonados.
                Amei o livro. Ok, então por que não dei cinco nuvens? Porque preciso me situar em alguns momentos. Muitos lugares são descritos por Alicia e não consegui me situar. Além disso, tive um pouco de ranço dela, a personagem principal em alguns momentos é muito rasa e mesquinha em alguns momentos, além de fazer tudo por impulso, o que algumas vezes me deixou irritada.
                Entretanto, sou grande fã da autora e com toda certeza lerei tudo o que ela fizer. Logo mais sai resenha de Mentira Perfeita, spin off de procura-se um marido e que tem uma pegada tão fofinha quanto.
                E é isso gente! Vocês já leram? O que acharam?
                Espero que tenham gostado e até a próxima!
A veroneira






                Jogos do Prazer, diferentemente do livro anterior da série Os Rothwells, o livro tem uma história mais madura, demonstrando as dificuldades passadas por seus protagonistas.

                Roselyn Longworth vive na miséria. Depois de todo escândalo protagonizado por seus irmãos mais velhos, Roselyn se vê vivendo no interior, em uma casa quase sem mobília, sem comida, sem vestimentas adequadas e sem expectativas de vida. É nesse cenário que Roselyn acaba acreditando nas promessas de amor de um visconde (que, diga-se de passagem, pensou que pudesse compra-la e fazer o que vem entendia). Entretanto, ao não corresponder cega e totalmente as expectativas e desejos do visconde, ele acaba leiloando Roselyn em uma de suas “festinhas” (que na verdade era uma vadiagem sem tamanho).
                É no leilão de Roselyn que conhecemos Kyle, um rapaz de origem simples, mas que conseguiu dar a volta por cima e se transformou em um engenheiro muito habilidoso e famoso. Ele acaba comprando Roselyn, e diferentemente do que ela pensa, Kyle a deixa livre. Porém, os dois já dividem um sentimento muito forte e não conseguem ficar longe um do outro.
                Diferente dos protagonistas anteriores, Roselyn e Kyle são extremamente maduros. Kyle sabe muito bem o que é enfrentar uma vida de dificuldades, ele é realista, forte e extremamente generoso e gentil. Ele mostra a Roselyn que ela pode ser amada e ensina a ela como é esse sentimento.
Já Roselyn também se mostra completamente diferente do que nos é apresentado no primeiro livro da série, quando conhecemos Alexia. Ela está disposta a arcar com as consequências de seus atos e não abaixa a cabeça diante do desgosto da sociedade. Ela é decidida, forte e apaixonada. Vê-se que ela é capaz de tudo, inclusive de passar por cima de sua felicidade para salvar aqueles que ama.
A narrativa da autora também está diferente do livro anterior, o livro anterior teve um aspecto mais forçado, deixando a narrativa pouco fluída. Neste livro, porém, a autora fez com que realmente acontecesse uma química entre os personagens, a relação de ambos é fácil de imaginar, foi algo que aconteceu naturalmente, sem esforço, apesar de ser cheia de intriguinhas. As cenas mais explícitas também acontecem de forma natural e a maneira como o amor e a cumplicidade que nasce nesse relacionamento são construídas de maneira muito natural. Em suma, a narrativa está no mínimo umas dez vezes melhor do que no livro anterior.
Bom, é isso! Vocês também já leram?? O que acharam?
Espero que tenham gostado e até a próxima!
A veroneira





                Hei gente! Tudo bem com vocês? Hoje venho com mais uma resenha de um livro totalmente diferente da nossa realidade. Com uma visão mais futurista e conceitos um tanto quanto estranhos em relação a morte, O Ceifador foi uma grande surpresa e estou esperando (e muito) pelo lançamento do segundo livro.
Citra e Rowan são duas pessoas normais. Normais para o mundo deles, onde um programa de computador (a Nimbo-Cúmulo) salvou a humanidade dela mesma. No mundo onde eles vivem não existe doença, guerra, fome e consequentemente, não há morte, não há morte por acidente, não há morte por velhice (inclusive as pessoas conseguem escolher com que idade querem ficar/voltar) NÃO HÁ MORTE. Ótimo não?
                NÃO. Quando a humanidade deixou de morrer, o mundo simplesmente lotou e foi preciso criar uma organização para dar conta disso. A Ceifa é quem cuida da morte e os Ceifadores são aqueles que carregam a morte consigo.
                Citra e Rowan são duas pessoas normais (foi intencional). Até que cruzam com o Ceifador Faraday e ele resolver que os dois possuem uma coisa que poucos têm: humanidade. O Ceifador resolve admiti-los como aprendizes e a partir daí a vida de ambos muda drasticamente.
                Para começar os dois são tirados de sua família e passam a conhecer o ofício dos ceifadores (que é quase a única “crença” religiosa que esse mundo tem), mas como nem tudo é flores, os ceifadores também têm disputa de poder e em um Conclave (congresso de ceifadores) Citra e Rowan têm seu destino selado. Um deles terá que morrer. 
                Me surpreendi muito com essa leitura. Realmente não esperava que iria gostar tanto. A escrita do autor é bem simples. Alguns momentos fluem de forma muito rápida, já outros parecem não sair do chão. Há muita emoção e em algumas partes fiquei muito comovida pela realidade em que eles vivem, mas o que eu gostei mesmo foi o mundo.
                O mundo que o autor criou é simplesmente mágico. Pessoas vivem 200 anos e conseguem sempre voltar o corpo ao estado de 20. Quando há um acidente a pessoa é levada a um centro de revivificação (sim, elas voltam a vida!) a única forma de morrer é pelas mãos de um ceifador e até por isso consegui me apaixonar. Não por Goddard e sua corja que mata por prazer, mas por Faraday e Curie que sentem compaixão pela alma que está deixando o mundo, que estão dispostos a perder partes de si mesmos quando coletam (porque no mundo não é homicídio) a vida de alguém.
                Me apaixonei de forma irrevogável por Citra (Rowan deixei de gostar quando certas coisas aconteceram), ela é uma menina simples, ela tem medos, receios e uma missão muito difícil. Ela se questiona o tempo todo, questiona os outros e quer realmente descobrir o mundo, como ele é, como funciona, como as coisas funcionam. Acho que todo mundo é um pouco Citra e por isso gostei tanto.
                Apesar disso algumas partes são bastante controvérsias e arrastadas. A narrativa que focava em Rowan me aborreceu profundamente e por isso não consigo amar o livro de paixão, só consigo amá-lo.
                E é isso! Vocês já leram? O que acharam?
                Beijinhos e até a próxima!

 A veroneira